Apesar de os índices apontarem melhoras, o saneamento básico no Rio de Janeiro foi destacado como o serviço que mais precisa de atenção no estado, segundo os organizadores do Anuário Estatístico 2010, lançado nesta quinta-feira (16) pelo Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).
De acordo com o estudo, em 2009 apenas 72,14% dos domicílios possuíam rede de coleta e tratamento de esgoto.
“Eu acho que o saneamento básico está patinando, ele poderia ter apresentado um maior crescimento nos últimos 20 anos”, disse o diretor do Centro de Estatísticas, Estudos e Pesquisas (Ceep), Epitácio Brunet. Segundo ele, em 1989 o estado tinha 55% do território com o serviço de saneamento básico.
Para o presidente da Ceperj, Jorge Guilhermede Mello Barreto, o mais grave é que esse dado influencia negativamente na saúde pública. “Apesar do saneamento básico, está muito aquém ainda de um Rio de Janeiro mais equilibrado, principalmente a Baixada Fluminense, que é uma grande mazela. Isso reflete na saúde. Nós não vamos conseguir avançar enquanto não resolver o saneamento”, afirmou.
O documento é dividido em seis seções principais (Território, Demografia, Área Social, Infraestrutura, Economia e Administração Estadual), com 32 temas no total.
Índices positivos
Brunet ressalta, entretanto, que apesar do crescimento urbano desenfreado no Rio, o estado evoluiu na coleta de lixo, que está em 99,12% do território, e na cobertura de energia elétrica, atendimento que atinge 99,97% dos domicílios.
O estudo também aponta que apenas 43% dos domicílios do estado possuem computadores, sendo 30% com acesso à internet.
Barreto acredita que com o aumento na renda da população fluminense houve melhora numa série de índices. “O aumento da venda do supermercado reflete isso. O boom das classes C e D nacional também é o boom no Rio. As vendas aumentaram muito. O Rio de Janeiro participa desse processo nacional”, disse ele.
O anuário também revela que entre 2008 e 2009 o estado do Rio gerou 138,9 mil postos de trabalho.
Um dado curioso do documento aponta que, de 2007 para 2008, houve queda no número de divórcios no estado, de 11.800 para 9.175 casos no total. O estudo revela ainda que, de 2003 até 2007, esse índice aumentava a cada ano. Em 2003, foram concedidos 8.691 divórcios no estado do Rio.
Fonte: G1 RJ
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