A nova presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Dilma Pena, assumiu ontem o cargo anunciando que a meta de sua gestão será universalizar, até 2018, o serviço de saneamento na região metropolitana da Capital e no Interior.
Isso significa que, dentro de sete anos, todas as cidades atendidas pela companhia terão água encanada e esgotos tratados e coletados em sua plenitude, algo que a Sabesp chama de 300%.
Segundo Dilma, que foi secretaria de Saneamento e Energia do ex-governador José Serra (PSDB), a orientação de que essa seja a prioridade da Sabesp é do atual chefe do Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin (PSDB).
"Ao fim de 2015, todos os municípios do Interior terão 100% de distribuição de água, 100% de coleta e 100% de tratamento de esgoto", afirmou.
Para a Capital e os municípios vizinhos, Dilma prevê a universalização da distribuição, coleta e tratamento de esgoto dentro de três anos após a finalização dos trabalhos no Interior, mas já admite que o prazo pode se estender.
"Na Região Metropolitana, onde estão concentradas 20 milhões de pessoas, com problemas muito sérios de urbanização e de áreas irregulares, a meta é que em 2018, ou no máximo em 2020, tenhamos também toda a infraestrutura."
A ordem de investimentos anual será entre R$ 1,6 e R$ 1,9 bilhão, segundo Dilma, que defendeu a desoneração do setor de saneamento como forma de aumentar o volume de verbas.
Para o ex-presidente da companhia, Gesner Oliveira, que participou da cerimônia de transferência de cargo, ontem, "a meta é factível, embora desafiadora."
Um exemplo deste desafio está no Grande ABC. Em São Bernardo, que recebe maior fatia de recursos da companhia na região, atualmente, só cerca de 78% do esgoto é coletado e 27% desses dejetos são tratados.
Dilma garantiu a continuidade dos projetos para a região, sobretudo nas obras da terceira etapa do Projeto Tiête, que prevê investimentos de US$ 1,05 bilhão.
Segundo Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp, os trabalhos na região em 2011 serão complementados com obras como o coletor-tronco do Ribeirão dos Couros, que evitará o descarte in natura de esgoto na Represa Billings, e em intervenções para afastar os dejetos dos córregos que deságuam no Tamanduateí.
Outra recomendação de Alckmin que Dilma prometeu colocar em prática é aumentar o diálogo com as prefeituras, "oferecendo apoio e respeitando a cultura de cada município."
Fonte: Diário do Grande ABC
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