segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sem saneamento, Copa do Mundo no Brasil está ameaçada

Para que o Brasil se torne vitrine para o mundo com a realização da Copa do Mundo e a Olimpíada é preciso haver sustentabilidade nas cidades-sede. Foi o que declarou o diretor de relações institucionais da CAB Ambiental e conselheiro do Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, em debate no World Cup Infrastructure Summit, em São Paulo. O evento reuniu representantes do setor aeroportuário, e de saneamento, que apontaram as grandes e urgentes demandas de infraestrutura para os eventos serem realizados.
"Não basta termos trem-bala, belos estádios, aeroportos e vias expressas se as cidades não estiverem limpas", defendeu Pinho. A questão do saneamento é grave em algumas das cidades-sede, como Cuiabá, Porto Alegre e Natal, que apresentam baixos índices de coleta e tratamento de esgoto. A capital do Rio Grande do Sul despeja 84% da água consumida sem tratamento no Rio Guaíba.

Caso seja mantido o ritmo atual de investimentos nessas capitais, Cuiabá só terá uma plena oferta de serviços de água e esgoto em 60 anos. Fortaleza e Salvador levarão mais de 20 anos. "O saneamento está emperrado por ineficiência da gestão pública e pelo pífio volume de recursos efetivamente aplicados pelo PAC", disse Pinho. "Apenas 30% da verba de R$ 40 bilhões foi destinada ao saneamento até o ano passado. As recentes pesquisas do IBGE e PNAD comprovaram a lentidão do avanço do setor que é fundamental para haver desenvolvimento sócio-econômico".

O diretor da CAB Ambiental apresentou os exemplos bem-sucedidos de gestão da empresa de saneamento que possui concessões em 13 municípios de três estados. "Provamos que não estamos apenas interessados na concessão das grandes metrópoles, mas também nas pequenas cidades que entenderam a legislação federal e apostaram nas PPPs - Parcerias Público-Privadas".



Fonte: Trata Brasil

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