Projetos voltados para o desenvolvimento sustentável podem ser selecionados pelo Programa, que já existe desde 2003. A cada dois anos acontece uma seleção. Só no Ceará pouco mais que R$ 5,5 milhões já foram investidos em três projetos
A Petrobras promoveu a caravana ambiental, evento que apresenta as ações do Programa Petrobras Ambiental, do qual prevê investimentos de R$ 500 milhões até 2012. Além de apresentação do Programa, o evento esclareceu para representantes de instituições do Terceiro Setor sobre o roteiro de elaboração de projetos ambientais adotados pela Petrobras. O edital de seleção de 2010 não foi lançado e os interessados ainda têm tempo de elaborar o projeto.
O Programa existe desde 2003 e a cada dois anos acontece nova seleção. De 2004 a 2008, foram investidos R$ 148 milhões em projetos. Só em 2008, 892 projetos foram inscritos, dos quais 67 foram selecionados, recebendo R$ 60 milhões.
O Ceará recebeu pouco mais de R$ 5,5 milhões de investimento em três projetos selecionados: `Tribo das águas, cuidando da água e dos ambientes aquáticos`, da Associação para Desenvolvimento Local Co-produzido (Adelco), em Fortaleza, que recebeu R$ 1,49 milhão; `Algas: cultivando sustentabilidade`, do Instituto Terramar de Pesquisa e Assessoria de Pesca, no município de Trairi, que recebeu R$ 802.259,00; e o projeto `Manatí`, da Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistema Aquático com R$ 3,247 milhões em investimentos.
`O nosso objetivo é divulgar o Programa Ambiental e suas ações e esclarecer quem tem interesse em enviar projeto``, explica Ana Balogh, gestora de projetos da gerencia de Responsabilidade Social da Petrobras. Os projetos podem ser inscritos sob a responsabilidade de pessoas jurídicas com atuação no Terceiro Setor, como associações, fundações e ONGs sem fins lucrativos, com foco ambiental.
Com o tema ``Água e Clima: contribuições para o desenvolvimento sustentável``, o Programa abrange todas as regiões brasileiras e biomas, atuando em três linhas: gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos; recuperação ou conservação de espécies e ambientes costeiros, marinhos e de água doce; e fixação de carbono e emissões evitadas.
Como tema transversal ao projeto, a educação ambiental também é trabalhada, pois de acordo com Ana Balogh, as ações de forma isoladas não são garantia de sustentabilidade. `As pessoas precisam passar pelo processo de conscientização`, afirma.
Fonte: Portos e Navios
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