quarta-feira, 19 de maio de 2010

Gol do Saneamento: Como atingir meta da universalização até a copa de 2014

Eventos internacionais da magnitude da Copa do Mundo e das Olimpíadas são reconhecidos unanimemente como eventos estratégicos para incrementar o desenvolvimento econômico, social e urbano de um país e das cidades sede. Nesse sentido, o saneamento básico não pode ficar de fora dessa estratégia.

As doze cidades sede da copa precisam investir juntas R$ 9,6 bilhões para atingir a universalização dos serviços de saneamento básico e oferecer saneamento adequado até a chegada do Mundial, ou seja, para que o fornecimento de água tratada e cobertura total de redes de esgoto atinjam todos os cidadãos. Dos 12 municípios escolhidos para receberem os jogos, cinco estão com índices de acesso à rede de esgoto abaixo dos 50%. Essa é a constatação do Instituto Trata Brasil, que avaliou os serviços prestados nesses municípios.

A base de dados consultada para essa avaliação foi extraída do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades, e que reúne informações dos serviços de água e esgoto fornecidas espontaneamente pelas empresas prestadoras dos serviços nessas cidades. A série se encerra em 2008, sendo a última e mais atualizada informação oficial que o País dispõe, divulgada pelo Ministério das Cidades, em 29 de Março deste ano.

O estudo considerou população total atendida com água tratada e com rede de esgoto; tratamento de esgoto por água consumida; índice total de perda de água tratada, o que demonstra a eficiência do operador, calculado com base nos volumes totais de água produzida e de água faturada, tarifa média praticada nos serviços, que corresponde a relação entre a receita operacional direta do prestador do serviço e o volume faturado de água e de esgoto na cidade, além do volume de investimentos em relação à geração de caixa dos sistemas, compreendendo a arrecadação sem despesas operacionais.

No conjunto dos indicadores avaliados, a classificação geral das cidades fica assim:

Entre os doze municípios, Manaus, Cuiabá e Natal são as cidades que têm maiores deficiências em saneamento básico. Na capital do Amazonas, que ocupa a última posição do ranking, cerca de 89% das residências ainda não é atendida pela rede geral de esgoto. Nas capitais do Mato Grosso e do Rio Grande do Norte, o déficit de atendimento atinge 61% e 69%, respectivamente.

Já as regiões metropolitanas de Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre apresentam uma realidade bastante diferente, com índices de atendimento superiores a 80% das residências. Na capital do Distrito Federal, que aparece na primeira posição do ranking, 92% da população é atendida pela rede de esgoto.

Fonte: Trata Brasil

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