De acordo com Manoel Franklin de Sá, o investimento total do CTR Itaboraí é de R$ 35 milhões, com previsão de retorno em três anos. Se o município do Rio de Janeiro conseguisse economizar os R$ 400 milhões anuais que gasta somente com a coleta de lixo natural (folhas de árvores, por exemplo) ou jogado no chão, seria possível construir ao menos dez aterros ambientalmente completos.
Atualmente, o Estado vive um colapso em relação ao destino final do lixo, principalmente na região metropolitana. Pesquisas indicam a existência de pelo menos 98 lixões, onde não há qualquer tipo de tratamento.
Na capital, as 8.800 toneladas diárias são levadas para o aterro de Gericinó, na zona oeste, e o de Gramacho, em Duque de Caxias, que ainda recebe o lixo dos principais municípios da Baixada Fluminense e está com vida útil próxima do fim.
O aterro de Seropédica o substituirá em um primeiro momento, segundo informações da Comlurb (Companhia de Limpeza Urbana). Após a desativação do aterro controlado do morro do Céu, em Niterói, em abril passado, todo o lixo da cidade passou a ser despejado em Itaóca, São Gonçalo. O local também está operando acima da capacidade.
Para Dirceu Pierro Junior, biólogo e diretor comercial da empresa Estre Ambiental, a questão do lixo tem que ser tratada pelas empresas, governos e sociedade `de forma ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável`.
- Dá para se tirar muitos benefícios do lixo e precisamos despertar para isso. Em no máximo cinco anos, teremos um calapso energético, por exemplo, e uma das soluções está justamente no que vem sendo desperdiçado de forma incorreta.
Fonte: Notícias R7
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